A humanidade se transformou em uma força da natureza que, segundo alguns cientistas, criou o período mais recente na história do Planeta Terra: o Antropoceno, onde as atividades humanas, ligadas ao processo de industrialização e seus efeitos colaterais como poluição e impurezas nos oceanos, começaram a ter um impacto global significativo no clima do planeta e no funcionamento dos seu ecossistema. 

O mais novo projeto da dupla Azusa Murakami (Arquiteta) e Alexander Groves (Artista), fundadores do Studio Swine, usa esses efeitos do antropoceno como base: lixo plástico encontrados no oceano.

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A dupla jogou-se ao mar. Durante oito dias eles cruzaram o Oceano Atlântico a bordo de um iate de corrida de 72 pés, transformado em uma embarcação de pesquisas científicas, para retirar quilos de lixo plástico das águas.

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A jornada resultou e sua recém-lançada coleção de cinco objetos  chamada Gyrecraft com tiragem única, moldados a partir dos resíduos coletados.

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Para transformar o lixo plástico, a dupla levou ao barco a Solar Extruder – uma maquina capaz de aquecer e fundir os pedaços de lixo com o uso da energia solar.

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Ali mesmo, eles realizaram as primeiras experiências. As esculturas de plástico tomaram forma em alto mar e, mais tarde, de volta à terra, elementos de metal e madeira foram adicionados à elas.

A criação de esculturas luxuosas não foi o primeiro trabalho de reciclagem da arquiteta Azusa Murakami com o artista Alexander Grover. Os criativos co-fundadores do Studio Swine já haviam utilizado o plástico oceânico para construir cadeiras, feito lâmpadas de garrafas e até mesmo transformado cabelo humano em óculos de sol. “Na coleção Gyrecraft, o Studio Swine utiliza o plástico oceânico como um material valioso e desejável, uma vaga lembrança das carapaças das tartarugas e dos corais”, dizem os designers no site do projeto.

Veja a galeria abaixo e assista o vídeo.

“O plástico foi usado por nós como uma pedra preciosa, por exemplo, no interior de fechos de metal ou de madeira. Usamos madeiras recuperadas de antigas embarcações sucateadas e outros materiais do mar, como madrepérola, conchas e metais usados em instrumentos marítimos”, contam.

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